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Dinheiro compra felicidade?

18 junho 2009 680 views Comments
Esta é a pergunta que fizeram dois grupos distintos de pesquisadores de diferentes instituições e, pasme, a conclusão dos dois estudos é a mesma!
Embora com direcionamentos diferentes, as duas pesquisas foram norteadas pelo mesmo questionamento: dinheiro pode mesmo ‘comprar’ felicidade? O primeiro estudo, realizado pela University of Minnesota, e lançado no vol 90 n. 4 do Journal of Personality and Social Psychology (Abril/2006). A orientadora da pesquisa, a PhD Wendy Johnson, afirma que o dineheiro pode ajudar pessoas que estão seguras quanto à sua situação financeira a exercer maior controle acerca dos acontecimentos que podem acontecer no futuro. O sentimento de controle sobre o futuro os ajuda a sentir mais seguros e felizes.
“Digamos que você está em um acidente de carro e que você está bem, apesar de seu carro estar destruído,” afirma Wendy Johnson, “se você está em circunstâncias financeiras apertadas, aquilo pode representar um grande problema – uma boa porção dos seus recursos financeiros ficará presa na manutenção/reparo desse carro, como resultado a situação a situação irá incidir em seu nível de satisfação quanto a vida. Mas se você for rico, pode simplesmente comprar um novo carro, ou consertá-lo. Isto não reflete em ambos na mesma intensidade.”
O estudo envolveu 719 gêmeos do mesmo sexo, com idade variando entre os 25 e os 74 nos, a eles foi pedido que provessem informações sobre os seus ganhos anuais em várias categorias, incluindo vida pessoal e receita marital, assim como informações sobre seu status marital, número de crianças vivendo em casa e a quantidade de dinheiro que eles desembolsam com as crianças e outros parentes.
Os pesquisadores também fizeram levantamentos com os participantes em suas atitudes sobre suas finanças, como se eles sentem que tem menos ou mais dinheiro do que precisam, e sua percepção de controle com questões quais: “como você classificaria a quantidade de controle que você tem sobre sua saúde estes dias?”
OS pesquisadores descobriram que riqueza real das pessoas independe da maneira como elas se sentem a respeito de sua situação financeira – mesmo entre gêmeos. Isto significa que aqueles que compreendem possuir quantidade de dinheiro adequada estão mais aptos a satisfazer seus desejos materiais e a reservar algumas ecnonomias, tornando-os mais propicios a sentir-se como se pudessem exercer controle sobre suas vidas. Como resultado, quando alguem evento negativo acontece em suas vidas como a ocorrência de um acidente de carro, eles estão menos propensos a sentir uma queda subatancial na satisfação com a vida, ao passo em que as despesas com os acontecimentos circunstanciais do que pessoas que estão procurando por gastar seu dinheiro em um novo stéreo, roupas ou outro item material.
“O dinheiro salvaguarda as pessoas dos efeitos negativos das ocorrências infortunas” diz Johnson.
Interessante guardar na memória este ponto: o modo como as pessoas gastam este dinheiro influencia mais sua satisfação e segurança do que a quantidade de dinheiro que elas recebem de fato, será importante para fazer uma ponte com o resultado da próxima pesquisa, que citarei agora.
A segunda pesquisa que citarei foi realizada por pesquisadores da University of British Columbia (UBC) e da Harvard Business School e publicada na mundialmente notável Science. Eles afiram que aquelas pessoas que gastam bastante com presentes para outros e realizam doações são mais felizes do que seus pares.
Para realizar tal pesquisa, os psicólogos da UBS deram uma bolada de dinheiro para os voluntários gastarem. Uma parte do grupo foi instruída a gastar esse dinheiro consigo mesmas e a outra metade a gastar com outras pessoas. O resultado foi que os que gastaram com os outros se avaliaram como sendo mais felizes do que os que gastaram com eles próprios.
A pesquisa realizada pela Harvard Business School foi realizada com 16 voluntários, a quem foi pedido que medissem sua felicidade antes e depois de receberem bonificações em dinheiro. As que gastaram seu dinheiro com os outros se avaliaram como mais felizes do que os colegas de trabalho que deixaram de dividir a gratificação.
“Essas descobertas sugerem que alterações bem pequenas na distribuição de gastos, algo tão pouco como US$ 5, pode ser suficiente para produzir ganhos reais de felicidade em um determinado dia”, diz a autora do estudo e psicóloga da UBC Elizabeth Dunn. (Boston Globe, The New York Times’ Tierney Lab).
Estes resultados comprovam o que alguns há muito afirmavam ou o que outros se negam a aceitar, o dinheiro possui forte influência sobre a sensação de bem-estar do indivíduo, seja por propiciar segurança, seja por possibilitar que vivam momentos de partilha que os torna felizes, que não seriam tão possíveis na ausência do dinheiro.
Entretanto as pesquisas vêm corroborar ainda outro clichê, sobre a ganância. Podemos dizer que “o dinheiro não traz felicidade” para quem não usa bem, ou ainda que o dinheiro possa comprar felicidade, por possibilitar sensação de segurança e melhor controle sobre o futuro (pesquisa 1), afinal ninguém se sente feliz estando inseguro, cheio de dúvidas e angústias sobre como pagará uma conta amanhã. E também traz felicidade por propiciar momentos de partilha e satisfação (pesquisa 2).
Mas e você, já deixou de estar bem por falta de dinheiro? Acha que o dinheiro realmente traz felicidade?

Esta é a pergunta que fizeram dois grupos distintos de pesquisadores de diferentes instituições e, pasme, a conclusão dos dois estudos é a mesma!

Embora com direcionamentos diferentes, as duas pesquisas foram norteadas pelo mesmo questionamento: dinheiro pode mesmo ‘comprar’ felicidade? O primeiro estudo, realizado pela University of Minnesota, e lançado no vol 90 n. 4 do Journal of Personality and Social Psychology (Abril/2006). A orientadora da pesquisa, a PhD Wendy Johnson, afirma que o dineheiro pode ajudar pessoas que estão seguras quanto à sua situação financeira a exercer maior controle acerca dos acontecimentos que podem acontecer no futuro. O sentimento de controle sobre o futuro os ajuda a sentir mais seguros e felizes.

Digamos que você está em um acidente de carro e que você está bem, apesar de seu carro estar destruído,” afirma Wendy Johnson, “se você está em circunstâncias financeiras apertadas, aquilo pode representar um grande problema – uma boa porção dos seus recursos financeiros ficará presa na manutenção/reparo desse carro, como resultado a situação a situação irá incidir em seu nível de satisfação quanto a vida. Mas se você for rico, pode simplesmente comprar um novo carro, ou consertá-lo. Isto não reflete em ambos na mesma intensidade.

O estudo envolveu 719 gêmeos do mesmo sexo, com idade variando entre os 25 e os 74 nos, a eles foi pedido que provessem informações sobre os seus ganhos anuais em várias categorias, incluindo vida pessoal e receita marital, assim como informações sobre seu status marital, número de crianças vivendo em casa e a quantidade de dinheiro que eles desembolsam com as crianças e outros parentes.

Os pesquisadores também fizeram levantamentos com os participantes em suas atitudes sobre suas finanças, como se eles sentem que tem menos ou mais dinheiro do que precisam, e sua percepção de controle com questões quais: “como você classificaria a quantidade de controle que você tem sobre sua saúde estes dias?

Os pesquisadores descobriram que riqueza real das pessoas independe da maneira como elas se sentem a respeito de sua situação financeira – mesmo entre gêmeos. Isto significa que aqueles que compreendem possuir quantidade de dinheiro adequada estão mais aptos a satisfazer seus desejos materiais e a reservar algumas ecnonomias, tornando-os mais propicios a sentir-se como se pudessem exercer controle sobre suas vidas. Como resultado, quando alguem evento negativo acontece em suas vidas como a ocorrência de um acidente de carro, eles estão menos propensos a sentir uma queda subatancial na satisfação com a vida, ao passo em que as despesas com os acontecimentos circunstanciais do que pessoas que estão procurando por gastar seu dinheiro em um novo stéreo, roupas ou outro item material.

O dinheiro salvaguarda as pessoas dos efeitos negativos das ocorrências infortunas” diz Johnson.

Interessante guardar na memória este ponto: o modo como as pessoas gastam este dinheiro influencia mais sua satisfação e segurança do que a quantidade de dinheiro que elas recebem de fato, será importante para fazer uma ponte com o resultado da próxima pesquisa, que citarei agora.

A segunda pesquisa que citarei foi realizada por pesquisadores da University of British Columbia (UBC) e da Harvard Business School e publicada na mundialmente notável Science. Eles afiram que aquelas pessoas que gastam bastante com presentes para outros e realizam doações são mais felizes do que seus pares.

Para realizar tal pesquisa, os psicólogos da UBS deram uma bolada de dinheiro para os voluntários gastarem. Uma parte do grupo foi instruída a gastar esse dinheiro consigo mesmas e a outra metade a gastar com outras pessoas. O resultado foi que os que gastaram com os outros se avaliaram como sendo mais felizes do que os que gastaram com eles próprios.

A pesquisa realizada pela Harvard Business School foi realizada com 16 voluntários, a quem foi pedido que medissem sua felicidade antes e depois de receberem bonificações em dinheiro. As que gastaram seu dinheiro com os outros se avaliaram como mais felizes do que os colegas de trabalho que deixaram de dividir a gratificação.

“Essas descobertas sugerem que alterações bem pequenas na distribuição de gastos, algo tão pouco como US$ 5, pode ser suficiente para produzir ganhos reais de felicidade em um determinado dia”, diz a autora do estudo e psicóloga da UBC Elizabeth Dunn. (Boston Globe, The New York Times’ Tierney Lab).

Estes resultados comprovam o que alguns há muito afirmavam ou o que outros se negam a aceitar, o dinheiro possui forte influência sobre a sensação de bem-estar do indivíduo, seja por propiciar segurança, seja por possibilitar que vivam momentos de partilha que os torna felizes, que não seriam tão possíveis na ausência do dinheiro.

Entretanto as pesquisas vêm corroborar ainda outro clichê, sobre a ganância. Podemos dizer que “o dinheiro não traz felicidade” para quem não usa bem, ou ainda que o dinheiro possa comprar felicidade, por possibilitar sensação de segurança e melhor controle sobre o futuro (pesquisa 1), afinal ninguém se sente feliz estando inseguro, cheio de dúvidas e angústias sobre como pagará uma conta amanhã. E também traz felicidade por propiciar momentos de partilha e satisfação (pesquisa 2).

Mas e você, já deixou de estar bem por falta de dinheiro? Acha que o dinheiro realmente traz felicidade?

Joselson Silvestre

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